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Efeméride

19 de Agosto — Dia Mundial da Ajuda Humanitária

Publicado a 19 de agosto de 2026

Hoje celebramos todos os que, com compaixão, coragem e dedicação, levam ajuda e esperança a quem mais precisa em Moçambique.

A 19 de Agosto de 2003, um atentado à bomba contra o Hotel Canal, em Bagdad, sede da missão das Nações Unidas no Iraque, matou 22 pessoas, entre elas o Alto-Comissário para os Direitos Humanos e Representante Especial do Secretário-Geral, Sérgio Vieira de Mello — moçambicano de coração e amigo de África. Em 2008, a Assembleia Geral das Nações Unidas instituiu essa data como Dia Mundial da Ajuda Humanitária.

Desde então, todos os 19 de Agosto o mundo presta homenagem aos trabalhadores humanitários que arriscam a própria vida ao serviço dos outros, e recorda as milhões de pessoas afectadas por conflitos, deslocação forçada e desastres naturais. É também um dia de apelo: a assistência humanitária deve ser protegida, respeitada e nunca convertida em alvo.

Um dia que fala directamente a Moçambique

Em Moçambique, e em particular em Cabo Delgado, a ajuda humanitária não é um conceito distante. É o poço reabilitado que devolve água segura a uma aldeia. É o cesto alimentar que sustenta uma família recém-deslocada. É a criança que volta a brincar num espaço seguro. É a mulher que recebe sementes e recomeça a sua machamba depois de um ciclone.

Mais de 1.2 milhões de pessoas foram afectadas pela deslocação forçada no norte do país, num contexto agravado por choques climáticos cada vez mais frequentes — ciclones, cheias e erosão costeira. Por trás de cada resposta estão equipas locais, voluntários, líderes comunitários, activistas e organizações da sociedade civil que raramente aparecem nas notícias, mas que são os primeiros a chegar e os últimos a sair.

O compromisso da ACRISD

A ACRISD associa-se a esta data reafirmando que a ajuda humanitária salva vidas, restaura dignidade e constrói futuros. O nosso trabalho parte da convicção de que a resposta mais eficaz é aquela que é liderada pelas próprias comunidades, com salvaguardas sólidas e prestação de contas às pessoas afectadas.

É esse compromisso que organiza os nossos cinco pilares:

  • Coesão social e paz — reconstruir confiança entre comunidades de acolhimento e pessoas deslocadas.
  • Resiliência climática — reabilitação de mangais, agricultura adaptada e preparação para desastres.
  • Inclusão e protecção — protecção contra exploração e abuso sexual, e inclusão de mulheres, jovens e pessoas com deficiência.
  • Meios de vida sustentáveis — apoio à retoma económica das famílias afectadas.
  • Governação e participação — cidadãos informados e envolvidos nas decisões que os afectam.

Uma homenagem e um convite

A todos os trabalhadores humanitários em Moçambique e no mundo: obrigado. Aos que perderam a vida em serviço: a nossa memória e o nosso respeito. Às comunidades que, mesmo na adversidade, continuam a partilhar o pouco que têm: a nossa admiração.

A solidariedade não tem fronteiras. Juntos, transformamos desafios em oportunidades. Quando ajudamos hoje, transformamos o amanhã.

Juntos somos mais fortes!

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